sábado, 11 de julho de 2009

O conto de farpas


No meio de tantos outros
amargurada num canto
aprisionando na garganta
o berro retumbante
teu grito inquietante...


Olhos de chorar tristezas
mãos sem nenhuma riqueza
e ao léu um coração
desatinado no mundo
desafinando a canção


Ela ainda queria
ainda assim sorria
e a vida deu teu sobro
o destino o seu manto
o amor o teu encanto


E como era de se prever
aquela que era pedra
virou peça rara
no espetáculo do amor
virou conto de fadas
flor de acácia
menina encantada contemplando o amor.


( Michele Dias )

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